O passado e o presente das Forças Armadas / The past and present of the Brazilian Armed Forces

General alemão Otto Fretter-Pico se rendendo à Força Expedicionária Brasileira (FEB) em abril de 1945, durante a Segunda Guerra Mundial / German General Otto Freter Pico, Commander of the 148 Infantary Division, and General Mario Carloni surrending to Brazilian Expeditionary Force (FEB) after the battle of Fornovo di Taro. April 1945. Image credits: Wikimedia Commons.


A questão das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) e de suas relações com o governo marcam praticamente toda a República Brasileira, a qual foi proclamada em 1889 como parte de um golpe militar contra a Monarquia de D. Pedro II. O século XX foi marcado por extensa intervenção das Forças Armadas na vida nacional e, quase sempre, no sentido que fortalecer o poder das classes dominantes. O período que mais deixou sequelas foi, sem dúvida, a Ditadura Civil-Militar (1964-1985), marcando a época de maior perseguição política no País, na qual a caserna esteve intimamente ligada. Esse é uma capítulo triste de nossa história que não pode ser esquecido nem apagado. E agora, no governo de Bolsonaro, os militares voltaram a ter um papel de destaque, ocupando ministérios e outros cargos antes ocupados por civis.

Visando debater essa importante questão com os leitores, reproduzo a seguir a resenha do livro “Militares e Política no Brasil” que fiz para a revista Teoria e Debate, na qual diversos aspectos são discutidos de forma histórica. O livro foi organizado por Jefferson Rodrigues Barbosa, Leandro Pereira Gonçalves, Marly de Almeida Gomes Vianna, Paulo Ribeiro da Cunha, e foi publicado pela Editora Expressão Popular, da cidade de São Paulo, em 2018.

Fica a indicação do livro. Boa Leitura e até à próxima postagem.


A editora Expressão Popular recém lançou o livro “Militares e política no Brasil” (2018). A obra é composta por 14 textos, os quais são divididos em quatro partes temáticas que tratam das relações dos militares com o Estado, a educação, a imprensa militar, o chauvinismo e o antifascismo. São quinze autores de distintas áreas profissionais e do conhecimento, sendo um filósofo, três cientistas sociais, oito historiadores, além de três militares de carreira, entre os quais um tem formação em história e ciências sociais, e o outro em literatura.

Para aqueles que desejam compreender o passado e o presente das Forças Armadas do Brasil (FA), sua gênese histórica, suas articulações políticas, sociais e institucionais, bem como a sua problemática ideológica, a obra em questão é fundamental, trazendo pesquisas variadas que abordam a questão militar desde a formação das FA no século 19. Levando em consideração que na Nova República a tutela militar está prevista na Constituição Federal de 1988 e, além disso, o governo de Bolsonaro, no qual os militares formam praticamente a espinha dorsal do poder estatal, em uma espécie de “junta militar”, pode-se dizer que “Militares e política no Brasil” é uma leitura imprescindível para o momento hodierno, a qual contribui para compreensão de como chegamos na situação descrita pelo prefaciador da obra, Daniel Aarão Reis, segundo o qual durante a elaboração da Constituição de 1988, os militares “fizeram-se valer, através de lobbies e pressões diversas, garantindo […] regalias próprias” e “a capacidade de intervir militarmente no jogo político para a ‘garantia da lei e da ordem’ (GLO). Finalmente, na conjuntura que vivemos nos dias atuais, voltam as Forças Armadas a planar, como sombras, sobre as instituições políticas” (p. 10-11).

Ainda no século 19, por meio de imprensa própria, os militares criaram entorno de si a imagem de “castidade moral”, por um lado, criticando as autoridades civis, políticos e bacharéis (p. 253, 282), por outro lado, ignorando a corrupção que grassava nos quartéis (p. 270). 

Sendo o aparelho repressivo do Estado brasileiro, as FA não deixariam de herdar muitas das contradições que marcam a ossatura superestrutural do poder burguês. Nesse sentido, disputas marcaram a caserna durante o século 20, com forte polarização ideológica. Com a proclamação da República, emergiu a luta política entre várias facções militares, de modo que a hierarquia e a disciplina chegaram a ser questionadas por jovens praças e oficiais, os quais confrontaram o comando pelo direito de se manifestar politicamente (p. 23). Além da polarização esquerda/direita, as FA mostram-se fendidas pela divisão da sociedade de classes.

Nesse sentido, a classe dominante fez-se presente ocupando os cargos de alta patente. Sustentava-se no trinômio “hierarquia-disciplina-anticomunismo” (p. 24), o qual bloqueou a possibilidade de diálogo democrático entre os militares e levou a intervenções diretas na vida política nacional, como os golpes de Estado que marcam a época republicana. O proletariado, representado pelos praças e sargentos, tinham suas demandas ignoradas e podiam ser dispensados sem nenhum direito (p. 27). Nos anos 60, reemerge com força o movimento de sargentos, seguido dos marinheiros, logo acusados pelos setores conservadores de suposta quebra da hierarquia militar (p. 39). Com o golpe de 1964, seguiu-se um grande expurgo nas FA, com um total de 6.591 militares perseguidos (p. 42).

O processo tardio de industrialização brasileira, demandou forte indução estatal, que veio na forma tanto de apoios institucionais, quanto de uma forte sustentação ideológica, sendo que as FA se fizeram presentes em ambos aspectos (p. 67). Segundo a “consciência industrialista” (p. 68) dos militares, uma nação só poderia ter tropas bem aparelhadas se contasse com uma economia baseada em amplo parque industrial. Essa premissa não deixa de ser verdadeira, mas trouxe em seu interior novas contradições.

Nesse sentido, nos anos 30, o general Góes Monteiro desenvolvera um conjunto de ideias para o Exército, formando uma doutrina de inspiração autoritária que transbordava para a nação: “O fortalecimento do Estado e da Economia, como forma de garantir a unidade e a independência da nação, e a crítica ao liberalismo e ao comunismo (implícita ou explícita) eram preceitos comuns encontráveis nos pensadores autoritários da época, como Azevedo Amaral, Francisco Campos e Oliveira Vianna” (p. 73). Nessa época, os militares já tinham uma forte coesão, que lhes permitia intervir na sociedade. Isso, aliado à vulnerabilidade de Vargas, conferiu uma proeminência aos militares durante o Estado Novo, sendo que foram eles que garantiram o sucesso do golpe e a instauração do regime, em 1937, bem como sua derrubada, em 1945.

Entre 1930 e 1945, foram assistidas diversas revoltas militares, seguidas de expurgos que contribuíram para a coesão pretoriana e conferiram às FA a estrutura de reserva de poder burguês. Aprofundando essa relação, os militares estabeleceram conexões com o empresariado, sobretudo nos cursos ofertados pela Escola Superior de Guerra (ESG). A participação de empresários como conferencistas era comum, denotando “alto grau de congruência ideológica” com os militares  (p. 93).

A ESG foi criada em 1949, nos moldes do National War College norte-americano, criado pouco antes, em 1946. Mas sua relação com as forças armadas dos Estados Unidos ia muito além disso. A ESG adotou a doutrina militar do Pentágono, abrindo mão de estudar por conta própria as grandes questões estratégicas, os problemas da guerra e da paz no mundo (p. 129). Ademais disso, a doutrina da ESG substituiu a “defesa nacional”, considerada então “obsoleta”, pela “‘segurança nacional, isto é, a ‘defesa’ interna da ordem política e social” (p. 130). A obsessão pela “defesa interna” e “segurança nacional” já fez o país naufragar na obscuridade, entre 1964 e 1985. Será que poderemos, uma vez mais, assistir a tal decadência da nação?

A seção da obra dedicada à educação militar e a formação dos oficiais tem um caráter não apenas analítico, que é a proposta geral do compêndio, mas traz os relatos de três militares de carreira que foram testemunhas oculares da errática trajetória das FA no século 20: Bolivar Marinho Soares de Meirelles (general de brigada), Ivan Cavalcanti Proença (coronel de cavalaria) e Sued Castro Lima (coronel aviador).

As informações trazidas a lume por estes três oficiais são provavelmente a parte mais impactante da obra. Neste fragmento percebe-se certo otimismo com a possibilidade de uma futura renovação da formação nas FA, e a transformação da nação, com o advento de uma democracia popular e de um exército popular (p. 186). Mas, ao mesmo tempo, revela-se os mais obscuros interstícios da caserna.

A formação e educação militar teve uma época na qual os cursos eram marcados pelo pluralismo, sendo que os aspirantes e oficiais tinham contato com diferentes visões de mundo e ideologias. Mas isso durou um breve intervalo de tempo, entre os anos 20 e 30 do século passado. A vitória do golpe de 1964 determinou a ascensão do segmento conservador e entreguista, o qual se tornou e se mantém como força hegemônica na caserna, em detrimento das frações nacionalistas (p. 206). No período pré-golpe de 1964, “o controle dos estabelecimentos [militares] de ensino revelara-se importante instrumento para disseminar o ideário de direita” (p. 208-9). O Presidente João Goulart cometera um grave erro ao asilar nas escolas oficiais que não tinham sua confiança, presumindo que as academias representassem muito pouco na formação do militar. Após o golpe, a Ditadura impôs uma rigorosa fiscalização sobre o comportamento dos cadetes, reprimindo qualquer debate sobre questões políticas e sociais (p. 209). O ensino que passou a ser disseminado a partir de então era altamente ideologizado, sendo que os palestrantes da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme) eram oficiais expoentes da extrema-direita. Somando-se a isso, é mínima a fração do ensino voltado às Ciências Humanas, as quais poderiam desalienar os alunos (p. 211).

Após 1985, a democratização não chegou à formação dos militares, fazendo das escolas de formação do oficialato bastiões do autoritarismo e do fascismo. Observa-se nas FA uma “sólida uniformidade do pensamento político conservador” (p. 212), evidenciando-se a permanência de cultura antidemocrática nas tropas (p. 214).

É importante salientar que apesar de os comunistas (civis e militares) historicamente se posicionarem no campo patriótico, defendendo a posse nacional das reservas minerais, essa concepção é em parte compartilhada com a direita militar, a qual insere-se tanto entre as forças nacionalistas, como no seu avesso, entre os entreguistas. Nesse sentido há uma direita militar entreguista e outra nacionalista (p. 167), de forma que o campo patriótico tem uma forte divisão interna. A leitura da obra em questão nos sugere que os militares patrióticos e de esquerda, na sua busca por coerência política, deveriam trilhar o caminho traçado pelo maior quadro intelectual das FA: Nelson Werneck Sodré (1911-1999), o qual reconheceu no povo trabalhador a maior riqueza da nação brasileira.     


Text in english:

The question of the Armed Forces (Army, Navy and Air Force) and their relations with the government mark virtually the entire Brazilian Republic, which was proclaimed in 1889 as part of a military coup against the Monarchy of D. Pedro II. The 20th century was marked by extensive intervention by the Armed Forces in national life and, almost always, in the sense of strengthening the power of the ruling classes. The time that left the most sequels was undoubtedly the Civil-Military Dictatorship (1964-1985), marking the time of greatest political persecution in the country, in which the barracks were closely linked. This is a sad chapter in our history that cannot be forgotten or erased. And now, under Bolsonaro’s government, the military has returned to a prominent role, occupying ministries and other positions previously held by civilians.

In order to discuss this important issue with readers, I reproduce below the review of the book “Militares and Politics in Brazil” that I made for the magazine Teoria e Debate (Theory and Debate) – in Brazilian Portuguese -, in which several aspects are discussed in a historical way. The book was organized by Jefferson Rodrigues Barbosa, Leandro Pereira Gonçalves, Marly de Almeida Gomes Vianna, Paulo Ribeiro da Cunha, and was published by Editora Expressão Popular, from the city of São Paulo, in 2018.

Good reading and until the next post.


The publisher Expressão Popular recently launched the book “Military and politics in Brazil” (2018). The work consists of 14 texts, which are divided into four thematic parts that deal with the military’s relations with the State, education, the military press, chauvinism and anti-fascism. There are fifteen authors from different professional and knowledge areas, being a philosopher, three social scientists, eight historians, in addition to three career military personnel, among whom one has a background in history and social sciences, and the other in literature.

For those who wish to understand the past and present of the Armed Forces of Brazil (FA in the Brazilian acronym), its historical genesis, its political, social and institutional articulations, as well as its ideological problematic, the work in question is fundamental, bringing varied researches that address the military issue since the formation of the FA in the 19th century. Taking into account that in the New Republic military protection is provided for in the Federal Constitution of 1988 and, moreover, the Bolsonaro government, in which the military practically forms the backbone of power state, in a kind of “military joint”, it can be said that “Military and politics in Brazil” is an essential reading for today’s moment, which contributes to the understanding of how we arrived at the situation described by the preface of the work, Daniel Aarão Reis, according to which, during the drafting of the 1988 Constitution, the military “took advantage, through various lobbies and pressures, guaranteeing […] their own perks” and “the capacity ​​to intervene militarily in the political game for the ‘guarantee of law and order’ (GLO). Finally, in the current situation, the Armed Forces are back to gliding, like shadows, over political institutions ” (p. 10-11).

Still in the 19th century, through their own press, the military created the image of “moral chastity” around them, on the one hand, criticizing civil, political and bachelor authorities (p. 253, 282), on the other hand, ignoring the corruption that raged in the barracks (p. 270).

As the repressive apparatus of the Brazilian State, the FA would not fail to inherit many of the contradictions that mark the superstructure of the bourgeois power. In this sense, disputes marked the barracks during the 20th century, with strong ideological polarization. With the proclamation of the Republic, the political struggle between various military factions emerged, so that hierarchy and discipline came to be questioned by young officers and officers, who confronted the command for the right to demonstrate politically (p. 23). In addition to the left / right polarization, the FA is split by the division of class society.

In this sense, the dominant class was present, occupying high-ranking positions. It was based on the “hierarchy-discipline-anti-communism” trinomial (p. 24), which blocked the possibility of democratic dialogue between the military and led to direct interventions in national political life, such as the coups d’état that marked the republican era. The proletariat, represented by soldiers and sergeants, had their demands ignored and could be dismissed without any rights (p. 27). In the 1960s, the sergeants movement strongly reemerged, followed by the sailors, who were soon accused by the conservative sectors of supposedly breaking the military hierarchy (p. 39). With the 1964 coup, a major purge followed in the FA, with a total of 6,591 soldiers and officers pursued (p. 42).

The late Brazilian industrialization process demanded strong state inducement, which came in the form of both institutional support and strong ideological support, with the FA being present in both aspects (p. 67). According to the military’s “industrialist conscience” (p. 68), a nation could only have well-equipped troops if it had an economy based on a large industrial park. This premise is still true, but it brought new contradictions within.

In this sense, in the 1930s, General Góes Monteiro developed a set of ideas for the Army, forming an authoritarian-inspired doctrine that overflowed to the nation: “The strengthening of the State and the Economy, as a way to guarantee unity and independence of the nation, and the criticism of liberalism and communism (implicit or explicit) were common precepts found in the authoritarian thinkers of the time, such as Azevedo Amaral, Francisco Campos and Oliveira Vianna ”(p. 73). At that time, the military already had strong cohesion, which allowed them to intervene in society. This, coupled with the vulnerability of President Vargas, conferred prominence on the military during the Estado Novo, and they were the ones who guaranteed the success of the coup and the establishment of the regime in 1937, as well as its overthrow in 1945.

Between 1930 and 1945, several military revolts were witnessed, followed by purges that contributed to praetorian cohesion and gave the FA the structure of a bourgeois power reserve. Deepening this relationship, the military established connections with the business community, especially in the courses offered by the Superior School of War (ESG in the Brazilian acronym). The participation of businessmen as lecturers was common, denoting “a high degree of ideological congruence” with the military (p. 93).

ESG was created in 1949, along the lines of the American National War College, created shortly before, in 1946. But its relationship with the armed forces of the United States went far beyond that. ESG adopted the military doctrine of the Pentagon, giving up studying on its own the major strategic issues, the problems of war and peace in the world (p. 129). Furthermore, the ESG doctrine has replaced “national defense”, then considered “obsolete”, with “‘ national security, that is, the internal ‘defense’ of the political and social order ”(p. 130). The obsession with “internal defense” and “national security” has already caused the country to sink in the obscurity of the dictatorship, between 1964 and 1985. Will we be able, once again, to witness such a decay of the nation?

The section of the work dedicated to military education and the training of officers is not only analytical in character, which is the general proposal of the compendium, but brings the accounts of three career military men who were eyewitnesses to the erratic trajectory of the FA in the 20th century: Bolivar Marinho Soares de Meirelles (brigadier general), Ivan Cavalcanti Proença (colonel of cavalry) and Sued Castro Lima (colonel aviator).

The information brought to light by these three officers is probably the most impactful part of the work. In this fragment there is a certain optimism with the possibility of a future renewal of training in the FA, and the transformation of the nation, with the advent of a popular democracy and a popular army (p. 186). But at the same time, it reveals the most obscure interstices of the barracks.

Military training and education had a time when courses were marked by pluralism, with aspirants and officers having contact with different worldviews and ideologies. But this lasted for a short time, between the 20s and 30s of the last century. The victory of the 1964 coup determined the rise of the conservative and surrender segment, which became and remains a hegemonic force in the barracks, to the detriment of the nationalist fractions (p. 206). In the pre-coup period of 1964, “the control of [military] educational establishments had proved to be an important instrument for spreading the right-wing ideas” (p. 208-9). President João Goulart had made a serious mistake in asylum in official schools that he did not trust, assuming that academies represented very little in the military’s training. After the coup, the Dictatorship imposed a strict inspection on the cadets’ behavior, repressing any debate on political and social issues (p. 209). The teaching that began to be disseminated from then on was highly ideologized, and the speakers at the Army Command and Staff School (Eceme) were leading exponents of the extreme right. Adding to that, the fraction of teaching focused on the Human Sciences is minimal, which could remove students from alienation (p. 211).

After 1985, democratization did not reach the training of the military, making the official training schools strongholds of authoritarianism and fascism. In the FA, there is a “solid uniformity of conservative political thought” (p. 212), showing the permanence of an anti-democratic culture in the troops (p. 214).

It is important to point out that although communists (civil and military) have historically positioned themselves in the patriotic field, defending the national possession of mineral reserves, this conception is partly shared with the military right, which is inserted so much among the nationalist forces, as inside out, among the surrenderers. In this sense, in the military right there are anti-nationals and nationalists (p. 167), so that the patriotic field has a strong internal division. Reading the work in question suggests that the patriotic and left-wing military, in its search for political coherence, should follow the path traced by the greatest intellectual framework of the FA: Nelson Werneck Sodré (1911-1999), who recognized the working people the greatest wealth of the Brazilian nation.

Publicado por

Rodrigo Jurucê Mattos Gonçalves

Doutor em História. Professor da Universidade Estadual de Goiás.

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